SINDEPOR Madeira
Reforço das Equipas COVID-19
03/12/2020

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PRÉMIO DE DESEMPENHO
POSIÇÃO DO SINDEPOR

SINDEPOR_em_Belem

No passado dia 20 de Novembro o Governo auscultou os sindicatos sobre a sua proposta de atribuição de um prémio de desempenho aos enfermeiros e a sua regulamentação, após aprovação na Assembleia da Republica.

Não tendo sido negociado, e por imposição do Governo esse prémio (que ninguém sabe quando será atribuído), consta da atribuição de 50% do valor do vencimento base, pago uma única vez, assim como a majoração de dias de férias.

Não deixa de ser contraditório, virem a oferecer “mais” dias de férias num período em que estão a ser negados aqueles a que temos direito actualmente.

Da mesma forma que a atribuição deste prémio de desempenho, pela explicação sucinta que nos foi dada, está repleta de condicionalismos e restrições, deixando, assim, mais uma vez de fora a maioria dos enfermeiros, mesmo os que estão neste momento na resposta direta à Pandemia provocada pela COVID-19.

O que está aqui em causa, mais uma vez, é o anúncio de uma medida “ avulso”, que não só não resolve os problemas dos enfermeiros, como visa “camuflar” a inoperância e falta de vontade política de resolver os problemas da classe, tipo “distribuição de rebuçados aos credores de uma fábrica de doces”.

Da parte do SINDEPOR, pese embora nos tenham tentado limitar esta auscultação (e não reunião) sobre o assunto referido informámos do seguinte:

- Nada temos contra o reconhecimento do nosso extraordinário esforço e dedicação, tanto agora em contexto de pandemia, como o foi sempre em todas as situações, desde que esse prémio de desempenho contemple TODOS os profissionais, independentemente do vínculo, local de trabalho, e funções e/ou missões, porque a resposta à pandemia é um processo transversal e sistémico, e todos os enfermeiros neste país estiveram, estão e estarão envolvidos até onde for necessário.

- Nada temos, contra esta atribuição deste prémio de desempenho, desde que isso não signifique substituir, ou camuflar aquilo que é a nossa verdadeira reivindicação, que é o reconhecimento do risco e penosidade da profissão, que apenas e só poderá ser valorizado com a atribuição de um SUBSÍDIO DE RISCO integrado no salário, como acontece em outras profissões.

- Não obstante, nos ter sido imposto, o objecto desta auscultação ao assunto referido, não deixámos de referir quais são as nossas verdadeiras preocupações e necessidades desde há muito tempo, e que são:

- A continuação das negociações para o ACT dos CIT, que foi interrompida desde Setembro de 2019 e que visa equiparar este vínculo aos CTFP.

- Uma verdadeira e séria negociação da carreira de enfermagem, com revisão da tabela salarial.

- Um sistema de avaliação do desempenho que se adeque à especificidade da nossa profissão.

- Uma política de contratação sem termo, que respeite a função e que dê garantias legítimas de fixação e segurança aos enfermeiros.

- Um modelo de aposentação que valorize e compense o especial desgaste a que estamos sujeitos.

- Neste contexto uma palavra especial para os enfermeiros que trabalham no sector privado e social, porque são apesar de tudo os mais discriminados. NÃO DESISTIREMOS.

SÓ DESTA FORMA PODEREMOS SER UMA CARREIRA ESPECIAL,

SÓ DESTA FORMA PODEREMOS GARANTIR A SUSTENTABILIDADE DO SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE EM PORTUGAL.






O Presidente do SINDEPOR esteve reunido na sala do Senado na Assembleia da República
06/06/2020

Na pessoa do seu Presidente, o SINDEPOR esteve reunido na sala do Senado na Assembleia da República para audição requerida pelo BE, PCP e PSD, no sentido de prestar esclarecimentos sobre o «encerramento do SAMS e o lay-off aplicado aos profissionais de saúde das suas unidades».
Manifestada a preocupação com os colegas que se viram nesta contingência, entendemos merecer o melhor esclarecimento sobre uma unidade de saúde que encerrou na sua totalidade por casos Covid19 detetados a nível da sua urgência, deixando à mercê de cuidados de saúde cerca de 90.000 pessoas beneficiárias destes serviços e que tiveram de se valer do SNS como entidade verdadeiramente defensora de TODOS os portugueses em situação de necessidade.

Abordada atualidade da profissão e, entre outros, a necessidade da integração de um subsídio de risco, bem como a redução da idade de aposentação para uma idade consentânea com o trabalho de risco e penosidade desenvolvido por todos os Enfermeiros.
MUDAR É PRECISO!

 



 

Caro parceiro,

Não obstante o período vulnerável que vivemos, as nossas instituições adaptaram-se rapidamente a esta nova realidade, não tendo parado.
A formação, o estar ativo mentalmente e o aprender são parte integrante deste momento.

Neste sentido, gostaríamos de informar que se encontram a decorrer as candidaturas aos seguintes programas de Formação de Executivos, com condições especiais para parceiros para a edição que terá início já em abril/maio.


Universidade Europeia:

  • Pós-Graduação em Saúde Mental (e-learning)
  • Pós-Graduação em Sports Performance (e-learning)
  • Curso de Especialização em Preparador Físico (e-learning)
  • Curso de Especialização em Team Manager (e-learning)

 Efetue o download da brochura aqui

IPAM:

  • Pós-Graduação em Marketing Digital (Lisboa, Porto e e-Learning)*
  • Pós-Graduação em Sales Management (Porto)*

 Efetue o download da brochura aqui


IADE:

  • Pós-Graduação em Web UX/UI (Lisboa)*

 Efetue o download da brochura aqui

*Mantendo-se o atual cenário, os programas presenciais iniciar-se-ão em regime de ensino a distância.

Alguma dúvida ou questão, por favor, não hesite em entrar em contacto connosco:

Universidade Europeiaadmissions@universidadeeuropeia.pt
IPAMadmissions.lisboa@ipam.pt admissions.porto@ipam.pt
IADEadmissions@iade.pt

#keepsafe

Ao dispor,

Renata Benedito
Gabinete de Empregabilidade

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SINDEPOR – Delegação Regional da Madeira
03/04/2020

Vem o SINDEPOR MADEIRA, por este meio fazer um agradecimento público, ao Governo Regional da Madeira, na figura do seu Exmo. Presidente Dr. Miguel Albuquerque e à sua Secretaria Regional da Saúde, na figura do seu Exmo. Secretário Dr. Pedro Ramos, pelo trabalho que têm desenvolvido no quadro do COVID-19.

Medidas diferenciadoras do panorama Nacional que irão beneficiar a população MADEIRENSE, mas também os profissionais de saúde nomeadamente os Enfermeiros no qual nos incluímos.

Os resultados começam a estar à vista. Menos doentes COVID-19 e menos sobrecarga do sistema regional de saúde e de todos os profissionais de saúde.

Sabemos que estamos num período critico, em que a PRIORIDADE deverá ser a defesa dos profissionais de saúde e nesse sentido fazemos o apelo, a que seja assegurada a adequação dos EPIs, na proteção integral dos Enfermeiros, quebrando cadeias de transmissão.

Sabemos da angústia de muitos profissionais, em contato com doentes COVID-19, em retornar a casa, dai que o alojamento temporário destes profissionais em instalações para o efeito, deverá ser uma prioridade. Saudamos todas as iniciativas públicas e privadas nesse sentido e reiteramos a necessidade de alargar o leque de iniciativas.

Alertamos também para as situações de isolamento profilático dos Enfermeiros, de forma a garantir que os mesmos, não venham a ser penalizados como está a acontecer em algumas instituições do continente Nacional e sejam, sem discriminação, compensados a 100% do seu vencimento.

Entendemos, também que os Enfermeiros em situação de doença por COVID-19, tenham compensação por doença, diferenciada, relativamente a outros profissionais, sejam ressarcidos a 100% do seu vencimento e não nos valores preconizados a nível Nacional.

Entendemos que TODOS os Enfermeiros e profissionais de Saúde em contato com doentes COVID-19, devem ser testados e colocados em quarentena.

Sabemos dos constrangimentos que esta situação poderá causar nos serviços, mas não poderemos aceitar outra que não seja esta solução na defesa dos nossos enfermeiros e consequentemente de outros profissionais de saúde, utentes e população.

Alertamos para a situação dos colegas, que em situação de duplo emprego, neste momento estão impedidos de exercer as suas atividades, em algumas instituições de saúde.

Reiteramos a necessidade de serem tidos em conta alguns critérios, na seleção de Enfermeiros, que sejam encaminhados para os doentes com COVID-19, nos casos de mobilidade de enfermeiros,..

Alertamos também para a necessidade de acautelar, os Enfermeiros do Serviço de Medicina Intensiva pois sabemos que serão estes que estarão numa possível frente, num futuro próximo. Não podemos nem devemos sobrecarregar os mesmos nesta fase quando sabemos que o número de profissionais é limitado.

Não podemos esquecer os Enfermeiros afetos às instituições de terceira idade, que lidam com o maior grupo de risco, que são os nossos idosos, para que exista uma grande atenção aos planos de contingência desses serviços, assegurando uma prestação segura dos nossos profissionais e consequentemente dos restantes profissionais e dos utentes.

Não podemos esquecer, também TODOS os Enfermeiros que distribuídos pelos vários serviços têm contribuído para o sucesso deste plano alargado de contingência.

Não podemos deixar de referir outras reivindicações pendentes nomeadamente o DLR para a regularização de situações pendentes (Graduados, Formadores e Especialistas com progressões anteriores a 2009), subsídio de risco (mais do que justificado neste momento) e outras.

Estivemos durante este período COVID-19 em contato permanente com as entidades competentes no sentido de se encontrarem soluções para os problemas apresentados.

Esta é uma guerra em que estamos na linha da FRENTE e em que somos a ÚNICA frente.

Os Enfermeiros estão nesta linha e irão assumir as suas RESPONSABILIDADES.

Querendo sempre fazer parte da solução e não do PROBLEMA

PORQUE MUDAR É PRECISO

Pela Delegação Regional da Madeira
Evaristo Faria
Coordenador Regional do Sindepor Madeira.


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NOTA INFORMATIVA

O SINDEPOR (Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal), informa os seus associados e todos os Enfermeiros em geral que apoia e está disponível para colaborar nas greves anunciadas pelos outros sindicatos, nomeadamente o SEP e a FENSE.

Para clarificar, sempre afirmámos que temos sérias dúvidas quanto á eficácia de greves de apenas 1 dia. Manter-nos-emos coerentes com esse princípio, contudo, dada a gravidade em que se encontra a situação laboral dos enfermeiros (a todos os níveis), mais uma vez, entendemos que este é o momento de reunir esforços ao invés de dispersá-los.

Assim, desta forma, não só reiteramos a nossa disponibilidade para participar activamente, disponibilizando aos nossos associados todo o apoio que necessitarem, como assumimos o compromisso de futuramente podermos vir também a participar em outras acções comuns, bastando para tal que sejamos convocados.

Neste momento, no que respeita á nossa profissão, todas as formas de luta são justas, e os motivos mais do que suficientes para justificar esta nossa posição.

Consulte aqui o ficheiro PDF

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Sócios Honorários
30/11/2019

O SINDEPOR e a sua direção, no dia 30 de Novembro de 2019, na comemoração do seu segundo aniversário, prestaram uma singela homenagem em Évora, atribuindo o título de sócio honorário a diversas personalidades que consideram muito importantes para a Enfermagem no seu envolvimento direto ou indireto no alcance do melhor para a profissão, bem como para o construir de bases para uma nova forma de estar no sindicalismo de acordo com tempos mais atuais.
Desta forma destacamos o auxílio prestado na sua génese dado pela UGT no qual o seu Secretário-Geral Dr. Carlos Silva e o secretário geral adjunto Dr. Sérgio Monte ente outros foram fundamentais para que o conseguíssemos. Personalidades ligadas diretamente à nossa classe profissional e com mais que provas dadas de dedicação e luta pela sua dignificação, como é o caso da atual Bastonária da Ordem dos Enfermeiros Enfermeira Ana Rita Cavaco e do Presidente da Regional Sul, Enfermeiro Sérgio Branco.
Não menos importante tem sido a defesa em prol do SINDEPOR e dos Enfermeiros em geral por parte do Professor Doutor António Garcia Pereira, que tem vindo a ter um papel essencial na luta pelos direitos de TODOS os enfermeiros e com intervenções muito pertinentes na comunicação social.
Merece referência também a homenagem realizada ao agente da PSP Ernesto Peixoto Rodrigues, Presidente do Sindicato Unificado da PSP (SUP),que esteve sempre solidário com a nossa causa.
Uma palavra de apreço e homenagem também ao Mestre José Colaço, prestigiado heraldista e responsável pelo símbolo do SINDEPOR.
A todos os restantes homenageados, o SINDEPOR agradece todo o empenho e dedicação dada em nome da, e pela Enfermagem. Mudar é preciso!
Os homenageados,
Dr. Carlos Silva
Enfermeira Ana Rita cavaco
Dr. Sérgio Monte
Professor Dr. António Garcia Pereira
Enfermeiro Sérgio Branco
Mestre José Colaço
Dr.João Queiroz
Enfermeiro Miguel Rasquinho
Dr. Luís Costa
Agente da PSP Ernesto Peixoto Rodrigues
Sr. Rui Bettencourt
Prof. Cristina Ramalho Veiga
Ficam por homenagear em outro momento oportuno, na impossibilidade de estarem presentes, a Professora Dr.ª Raquel Varela, ilustre Historiadora, comentadora assídua na comunicação social e defensora da causa dos enfermeiros, a Professora Dr.ª Ana Albuquerque e a Dr.ª Rosa Nunes.


Subfinanciamento da Saúde

Análise de Fernando Alexandre e Ricardo Paes Mamede, sobre subfinanciamento da saúde, falta de medidas ajustadas, desinvestimento em tecnologia e recursos humanos, nomeadamente falta de dignidade remuneratória para os Enfermeiros.
Há já algum tempo que o Sindepor vem alertando..Antes estivéssemos enganados...mas com o passar do tempo, os relatórios internacionais não deixam cair o tema e ratificam cada vez mais o que vem sido dito, defendido e aquilo por que se tem lutado.

Veja o vídeo da entrevista no facebook:

O Subfinanciamento da Saúde

Análise de Fernando Alexandre e Ricardo Paes Mamede, sobre subfinanciamento da saúde, falta de medidas ajustadas, desinvestimento em tecnologia e recursos humanos, nomeadamente falta de dignidade remuneratória para os Enfermeiros.
Há já algum tempo que o Sindepor vem alertando..Antes estivéssemos enganados...mas com o passar do tempo, os relatórios internacionais não deixam cair o tema e ratificam cada vez mais o que vem sido dito, defendido e aquilo por que se tem lutado..

Veja aqui, no facebook, o vídeo da entrevista.

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Debate ao Jornal Público
30/09/2019

Excerto do debate ao Jornal Público entre o Enfermeiro Carlos Ramalho e a Enfermeira Guadalupe Simões.








Não poderíamos deixar de estar presentes em mais esta cerimónia que consequentememte terá impato direto no número de enfermeiros que se pretendem para o nosso SRS de forma a cada vez mais se prestarem, cuidados de saúde com maior segurança e qualidade.



NOTA INFORMATIVA
02/07/2019

Agradecemos a TODOS os Enfermeiros que estiveram hoje em greve e que apesar de todas as contingências, imposições do tribunal arbitral sobre os nossos mínimos publicados já no saudoso dia 13 de Junho, mas infelizmente alterados menos de 24h antes do início da greve,prejudicando inclusive um arranque mais sereno desta greve, causando alguma ansiedade e incerteza entre muitos colegas.

Colegas! Contribuíram verdadeiramente para uma adesão a nível nacional, a rondar a média dos 75%, o que por si só, acaba por demonstrar que por mais que nos tentem limitar nos nossos direitos mais básicos em democracia, participamos de forma ordeira e cívica, neste primeiro dia de quatro, como enfermeiros orgulhosos que somos.

Desistir nunca irá ser o nosso mote e há muitas injustiças que merecem este momento de protesto. Poderão contar connosco, porque ficar à espera não é solução.

É preciso também que a sociedade em geral compreenda que que esta luta também é deles e tem também como objetivo, evitar o desaparecimento progressivo do nosso SNS e dos cuidados de saúde prestados a TODOS os portugueses, como tem sido uma constante, em resultado do desinvestimento feito nestas últimas duas décadas na área da saúde. Queremos continuar a ser o pilar da saúde, mas devidamente reforçados de meios e condições para que a assistência na saúde não fique entregue somente a quem pode, mas a quem precisa com toda a qualidade que os portugueses merecem.

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As nossas parcerias.
Aproveite as vantagens de ser Sócio do SINDEPOR:

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11/02/2018

=>INFORMAÇÃO AOS COLEGAS SOBRE A SINDICALIZAÇÃO NO SINDEPOR <=

-O SINDEPOR tem uma quota neste momento de 12 € indexada ao valor de 2% do salário mínimo nacional;
-Tem um fundo de greve consignado em estatutos;
-Todo o dinheiro gasto com qualquer sindicato tem uma dedução em sede de IRS com majoração de 50% da quota, representando anualmente uma dedução de 168,14 € a 208,80€ (consoante o rendimento bruto);
- Poderão realizar a pré-inscrição online em www.sindepor.pt se assim for o vosso desejo e serão posteriormente contactados por um colega para finalizar o vosso processo de sindicalização;
- Um agradecimento especial a todos os que depositaram a sua confiança em nós com a sua sindicalização.
Temos estado envolvidos numa luta enorme na defesa da classe e com a presença física diária de muitos colegas em piquete de greve ,na grande maioria das instituições de todo o país, ajudando ao sucesso da greve,pelo que toda a ajuda na nossa consolidação como sindicato nacional é extremamente importante.
Muito obrigado a TODA a classe pela capacidade de resistência.

MUDAR É PRECISO!

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ObjectivosdaGreve2
ADENDA_PROTOCOLO_NEGOCIAL_FENSE_450x600_3
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Carlos Ramalho
Presidente do SINDEPOR e da Comissão Instaladora.
(céd. Profissional nº 24408)

Mensagem do Presidente

Caros colegas

Desde sempre a Humanidade compreendeu a importância do trabalho como fator de progresso e desenvolvimento das sociedades. Com o tempo o trabalho foi-se especializando e adquirindo direitos para os trabalhadores. Tornou-se ele próprio um direito e os trabalhadores legitimamente ambicionam melhores condições de trabalho e retribuição.

Aos trabalhadores é exigido maior empenho e qualificações, e em troca eles exigem as condições que lhes permitam ter uma vida digna, compatível com o que lhe é exigido.

As vantagens da união de esforços são evidentes. Trata-se de um desígnio que ultrapassa a própria condição humana. É algo instintivo e frequentemente observável na natureza dos seres vivos.

Assim chegámos ao sindicalismo. Por necessidade os trabalhadores uniram-se e organizaram-se para conjuntamente se tornarem mais fortes e poderem influenciar o seu próprio destino.

Não devemos desvalorizar o papel do sindicalismo, foi uma conquista da democracia, esse direito está na Constituição Portuguesa. O sindicalismo é um instrumento democrático e legítimo na defesa do valor do trabalho e de quem o pratica.

Se estamos descontentes, não é ao sindicalismo que deveremos pedir responsabilidades mas sim aos sindicatos e aos sindicalistas que o praticam. Se não gostamos dos resultados atingidos pelos atuais sindicatos, pois que se mudem os sindicatos, mas é essencial que os trabalhadores lutem pelos seus direitos e aspirações.

Agora em relação aos enfermeiros, tomam-nos por fracos e tratam-nos dessa forma e a verdade é que também temos contribuído para isso. Sejamos honestos, basta olhar para dentro e reconhecer que não temos conseguido estar unidos nem nas questões mais básicas. Quando nos unimos, conseguimos fazer a diferença, mas como sempre depois não conseguimos manter essa coesão.

O SINDEPOR é um sindicato de enfermeiros recém-formado e que foi criado com esse espírito. Manter o sindicalismo vivo e ativo em proveito dos enfermeiros.

Admitimos que não temos experiência sindical, mas essa condição não tem sido preponderante. Basta olhar para os resultados até aqui obtidos.

Consideramos que a Greve, é uma arma poderosa, indispensável nas situações em que se esgota a capacidade de diálogo e negociação. Mas quando mal utilizada essa arma vira-se contra nós tornando-nos mais frágeis e vulneráveis. Uma greve é para todos os efeitos um esforço acrescido que se pede aos enfermeiros. Só resulta se eles aderirem em força, e para que eles adiram é necessário que percebam que vai valer a pena esse esforço. Temos que repensar as formas de luta, temos que inovar. Temos que procurar formas de manifestar o nosso descontentamento, minimizando os prejuízos para os utentes, e opinião pública que queremos ter do nosso lado.

O nosso sindicato está constituído. Estamos em fase de construção do caderno reivindicativo para 2018. Acreditamos que é possível estabelecer consensos, mesmo numa profissão onde foram criadas tantas diferenciações e desigualdades. Que isso seja um motivo para nos unirmos e não o contrário. Queremos estar ao lado da Ordem e das associações e movimentos existentes numa luta comum pela dignificação da profissão.

Não nos constituímos para combater as outras forças sindicais existentes. Quando a Luta pela valorização profissional o impuser, saberemos estar do lado certo, sem agenda política nem interesses ocultos. Saberemos adotar uma postura responsável.

Mas pretendemos ser uma alternativa, e neste momento, tudo o que pedimos é que os enfermeiros se sindicalizem no SINDEPOR. Sabemos que todos estão desmotivados. Sabemos que estão desiludidos com os sindicatos existentes. Mas nós estamos a começar agora e por isso reclamamos o direito ao benefício da dúvida.

Não vou aqui falar das nossas propostas, deixando isso para consulta no nosso site. Mas temos estado atentos às propostas e comentários dos enfermeiros nas redes sociais. Podemos acrescentar que lemos atentamente as propostas da Ordem dos Enfermeiros e encontrámos muitos pontos de convergência.

É preciso que as coisas mudem, O SINDEPOR pretende ser o protagonista desta mudança de paradigma. Com humildade, mas determinação é preciso agir.

Para finalizar, quero aqui deixar um desafio a todos os Enfermeiros. Juntem-se a nós porque

“Mudar, é preciso”.

O Presidente da Direção do SINDEPOR

Carlos Ramalho