Na ULS Coimbra os problemas agravam-se com a distância

O SINDEPOR visitou, esta quarta-feira, a USF Trilhos Dueça (Miranda do Corvo), as USF Aldeias de Xisto (Lousã) e Serra da Lousã, a UCSP de Oliveira do Hospital e a USF Terras d’Ulvária (Oliveira do Hospital). 

Quisemos ouvir os enfermeiros destas unidades de cuidados de saúde primários para melhor nos fundamentarmos numa próxima reunião com o novo conselho de administração/direção de enfermagem da ULS Coimbra.

Infelizmente, a situação que encontrámos é ainda pior do que a que se vive em ambiente hospitalar. A obstáculos comuns, como é o caso do desconhecimento das notas finais de avaliação 2023/2024, a miragem da avaliação de 2025, a luta pelo pagamento dos retroativos a 2018 ou a falta de acesso a informação individual na respetiva plataforma – a informação de que dispunham no tempo da ARS Centro agora está inacessível – acrescem ainda mais problemas, eventualmente potenciados pela distância geográfica.

É o caso de perguntas aos Recursos Humanos, sem resposta por parte da ULS, apesar de muita insistência, a falta de objetivos específicos de cuidados de saúde primários nos parâmetros a avaliar ou mesmo o caso de uma unidade que está há dois anos sem contratualização com a ULS, além de uma colega que demorou dois anos a receber o prémio a que tinha direito.

“A ULS é enorme e só está virada para o hospital” ou “ainda estamos piores do que os colegas hospitalares”, foram alguns dos lamentos que ouvimos.

E também uma questão prática. Em equipas de cinco, como se definem os 60% de bons e muito bons que atualmente o SIADAP permite? Uma vez que não existe 1,5 enfermeiro, esta é uma dúvida pertinente, mas ainda sem resposta. 

Ainda assim, os colegas acreditam que a situação pode melhorar com o novo CA, direção de enfermagem e responsável de Recursos Humanos. O SINDEPOR vai tentar perceber essa e outras questões na próxima reunião com os responsáveis da ULS Coimbra. 

Participaram nestas visitas, o nosso coordenador da região Centro, Rui Paixão, o dirigente João Costa e o delegado sindical António Pedro Vasconcelos. Porque mudar é preciso.

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