





O SINDEPOR visitou, esta quarta-feira, unidades de Cuidados de Saúde Primários da ULS do Baixo Mondego, em Arazede, Granja do Ulmeiro, Montemor-o-Velho e Soure.
No caso de Soure, é necessária uma intervenção no edifício que retire o amianto do telhado, resolva a entrada de água no interior em dias de chuva, melhore a climatização, bem como a separação entre áreas profissionais e de utentes. As obras já deviam ter começado no ano passado e estarem nesta altura a serem concluídas, mas ainda não tiveram início.
Ficou também evidente a impreparação do nosso país para situações como o comboio de tempestades do último inverno. Não existem geradores para obstar à falta de eletricidade e eles são essenciais desde logo para o funcionamento dos frigoríficos onde se guardam as vacinas, mas também para a iluminação, computadores e climatização.
Faltam também instruções claras para os enfermeiros quando as estradas ficam cortadas por inundações e estes não conseguem chegar ao local de trabalho ou regressar a casa ao final do dia.
Ouvimos queixas por a ULS encarar o trabalho destes colegas do ponto de vista hospitalar sem ter em conta as especificidades dos cuidados de saúde primários, incluindo nos parâmetros de avaliação.
Lamentam ainda a falta de autonomia e de capacidade de decisão, bem como a perda de acesso a informação que diz respeito à prestação de trabalho de cada um e à qual tinham acesso durante a vigência da ARS Centro.
Num contexto de trabalho em que a relação com os utentes é mais próxima e prolongada no tempo, os colegas lamentam ainda serem forçados a gastarem mais tempo com cliques no computador que, apesar de perceberem a sua necessidade, roubam tempo para cuidarem das pessoas.
Abordámos e esclarecemos ainda sobre temas como avaliação SIADAP, elaboração de horários, desgaste rápido da profissão, idade da reforma, emigração e a negociação em curso com o Ministério da Saúde sobre o Acordo Coletivo de Trabalho.
Participaram nestas visitas o nosso coordenador da região Centro, Rui Paixão, os dirigentes João Costa e Nuno Santos e os delegados sindicais Ana Rosa, António Pedro Vasconcelos e Daniel Costa. Porque mudar é preciso.