Consenso sobre a idade da reforma? Não, obrigado 

12-06-2026

A questão da idade da reforma voltou à ordem do dia porque um partido propôs, recentemente, que a carreira dos trabalhadores em geral terminasse aos 40 anos de descontos ou 65 anos de idade.

O que impressiona é que a proposta nem sequer merece discussão na nossa sociedade. É impossível, dizem. Estamos condenados a que a idade da reforma aumente a cada ano. Não podemos evoluir enquanto sociedade.

O SINDEPOR visita com regularidade locais de trabalho dos enfermeiros. E vamos ser honestos: por vezes encontramos colegas com mais de 60 anos ainda com vitalidade. 

O problema é que, na maior parte dos casos, as enfermeiras e os enfermeiros com mais de 60 anos têm bem marcado, no corpo e na mente, décadas a desempenhar uma profissão tão exigente quanto a nossa.

Imaginemos agora que uma dessas pessoas cheias de sabedoria e certezas que defendem a impossibilidade de melhorar as condições de reforma está no hospital e é preciso, urgentemente, levantá-la da cama e um/a colega com mais de 60 anos lhe responde: não consigo levantá-lo, não tenho forças, vai ter que aguardar…

Talvez assim pelo menos admitissem voltar a pensar no caso…

O SINDEPOR lança um desafio às instituições que tenham capacidade para o fazer: avaliem as capacidades das enfermeiras e enfermeiros com mais de 60 anos e divulguem as conclusões.

Da nossa parte, SINDEPOR, garantimos que, onde e quando for possível, vamos continuar a lutar por condições de reforma dignas para as enfermeiras e enfermeiros.

Nomeadamente, 36 anos de serviço e 60 anos de idade, ou, enquanto tal não for possível, a redução de turno/turnos semanais para as/os colegas mais velhas/os. 

Para nós, é também essencial que esta matéria conste do processo negocial em curso sobre o Acordo Coletivo de Trabalho para a enfermagem, de acordo com o que há muito propusemos. Porque mudar é preciso. 

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