

A ULS Região de Aveiro (ULSRA) vai pagar os retroativos de 2018 a 2021 aos enfermeiros que a eles tiverem direito, uma medida que poderá ter um custo de aproximadamente 10 milhões de euros.
A garantia foi deixada pelo presidente do conselho de administração da ULSRA, enfermeiro Ricardo Correia de Matos, na passada quinta-feira, numa reunião com os sindicatos de enfermagem promovida pela instituição.
A ULSRA recorreu a uma consultora externa para apurar quanto é que cada um de 1001 enfermeiros da instituição (num universo de 1150) tem direito a receber.
De salientar a vontade expressa por Ricardo Correia de Matos de pagar a todos os enfermeiros que tenham direito a estes retroativos, incluindo colegas que já não se encontram na instituição ou quem transitou da antiga ARS.
A ULSRA vai agora disponibilizar o acesso à informação individual, dando um prazo de dez dias para os enfermeiros verificarem se estão de acordo ou se pretendem contestar o valor a que têm direito.
Após esta fase, esta informação seguirá para validação da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) de forma a poder desencadear-se o respetivo pagamento.
Ricardo Correia de Matos não estabeleceu prazos concretos, mas a equipa da ULSRA que o acompanhou nesta reunião acredita que, se o processo correr bem, os enfermeiros poderão ser informados e manifestar as suas posições durante o mês de outubro e os respetivos pagamentos sucederem em janeiro próximo.
O SINDEPOR congratula-se com esta iniciativa da ULSRA e apela às ULS que até ao momento têm recusado pagar os retroativos entre 2018 e 2021 para que procedam da mesma forma.
Ao mesmo tempo, esperamos que o processo desencadeado pela ULSRA decorra sem sobressaltos, com os pagamentos devidos aos enfermeiros a concretizarem-se o mais rapidamente possível.
O SINDEPOR esteve representado nesta reunião pela nossa delegada sindical Paula Andrade. Porque mudar é preciso.