





O SINDEPOR visitou recentemente alguns serviços do Hospital de Aveiro, onde auscultámos os colegas com vista a levar as questões que nos apresentaram a uma reunião que já solicitámos ao conselho de administração da ULS Região de Aveiro.
A queixa que mais ouvimos, na quase totalidade dos serviços, prende-se com a falta de enfermeiros, motivada, em primeiro lugar, devido ao não cumprimento dos rácios definidos pela Ordem dos Enfermeiros. A esta circunstância somam-se casos de colegas que estão de baixa, sem que a instituição disponibilize rapidamente substitutos.
“Sabemos que não estamos a prestar os melhores cuidados possíveis”, foi um dos lamentos que escutámos.
Outros problemas apontados dizem respeito à própria estrutura física de alguns serviços, esperando os colegas que as limitações possam ser superadas com a conclusão de algumas obras que decorrem no hospital.
Esclarecemos também algumas dúvidas, nomeadamente relacionadas com horário de amamentação e avaliação SIADAP. Debatemos ainda a esperança que os colegas têm – e que acompanhamos – de a enfermagem vir a ser considerada uma profissão de risco, como merece.
O facto de vários colegas serem especialistas e exercerem as respetivas funções, mas sem que isso tenha correspondência no vencimento, foi também lamentado.
Da nossa parte apelámos à sindicalização, lembrando que sindicatos com mais associados conseguem melhores resultados.
É o caso dos aumentos salariais negociados pela plataforma sindical que inclui o SINDEPOR. Pelos nossos cálculos, o ordenado base de acesso ao SNS deverá rondar os 1800 euros no próximo ano, quando em 2022 (não foi há tanto tempo assim) era de 1200 euros.
Participaram nesta visita o coordenador da região Centro do SINDEPOR, Rui Paixão, os dirigentes Margarida Vieira, João Costa e Paulo Pereira e as delegadas sindicais Ana Rosa e Paula Andrade. Porque mudar é preciso.