O SINDEPOR visitou, esta quarta-feira, alguns serviços do Hospital Distrital da Figueira da Foz, onde dialogámos com os colegas.
Uma das queixas mais recorrentes é a da falta de enfermeiros, com cada vez menos profissionais a garantir o “roulement” e a perspetiva de problemas na prestação de cuidados de saúde quando voltarem os períodos de férias.
Os nossos colegas assinalaram também a falta de auxiliares e consideram mesmo que os que existem desempenham um “trabalho escravo”.
Infelizmente, reportaram-nos que o processo avaliativo de 2025 ainda não está concluído e o de 2026 ainda nem sequer começou, o que é ainda mais lamentável quando estamos praticamente no penúltimo mês do ano.
Colegas com mais anos de profissão sentem-se “traídos” porque, quando começaram a trabalhar, os enfermeiros reformavam-se com 57 anos de idade e hoje são obrigados a trabalhar quase mais uma década para chegar à merecida reforma.
Estivemos num Centro de Responsabilidade Integrado (CRI), onde nos explicaram que o montante anual que os enfermeiros recebem – variável consoante a produtividade -, não compensa, tendo em conta a exigência acrescida nestas estruturas.
Entre outros assuntos, abordámos ainda questões como as comissões de serviço gratuitas, horas extraordinárias ou folgas em dia de aniversário.
O SINDEPOR irá confrontar os responsáveis da ULS Baixo Mondego com alguns dos problemas que os colegas nos apresentaram.
Participaram nesta visita o coordenador da região Centro do SINDEPOR, Rui Paixão, e os dirigentes Nuno Santos e João Costa. Porque mudar é preciso.