Aplicação do SIADAP origina situações de ruptura

O SINDEPOR visitou, esta quarta-feira, centros de saúde em Figueiró dos Vinhos, Oleiros, Sertã e Proença-a-Nova.

Uma das situações mais graves que nos foi relatada é um bom exemplo dos problemas que o SIADAP pode provocar no terreno. Um colega discordou da nota que lhe foi atribuída ao ponto de pedir a demissão da USF onde trabalhava. 

Além do conflito gerado e dos “graves problemas” então registados, esta demissão teve como resultado prático uma equipa que tinha cinco enfermeiros passar a ter quatro, número que ainda se mantém atualmente, provocando um acréscimo de trabalho nos quatro colegas que têm de assegurar um volume de serviço difícil de suportar.

Mais uma vez, basta ouvir enfermeiras e enfermeiros em poucas unidades de cuidados de saúde primários para percebermos que o SNS funciona nas mais variadas velocidades. Neste caso, estamos perante duas ULS (Coimbra e Castelo Branco), mas as diferenças encontram-se inclusive dentro da mesma ULS.

Por exemplo, numa unidade referiram-nos que não têm problemas em substituir colegas de baixa e noutra, na mesma ULS, destacaram a dificuldade em conseguir enfermeiros para substituições como um dos principais obstáculos que enfrentam. 

E, neste caso, não podemos deixar de assinalar o trabalho das chefias. Como sabemos, algumas pugnam pelo bem-estar dos colegas, obtendo resultados, e outras nem tanto.

Apelámos à sindicalização, que se torna ainda mais pertinente no atual período em que o Governo tenta impor diplomas como o “pacote patronal” ou o Acordo Coletivo de Trabalho (inspirado no primeiro) para a enfermagem.

Abordámos também vários assuntos relacionados com a já referida avaliação de desempenho, absentismo, acréscimos remuneratórios, retroativos a 2018 ou diferenças entre colegas com contrato individual de trabalho e contrato de trabalho em funções públicas.

Participaram nestas visitas o nosso coordenador da região Centro, Rui Paixão, os dirigentes Margarida Vieira, João Costa e Vera Matos e os delegados sindicais Ana Rosa, António Pedro Vasconcelos e Joana Rodrigues. Porque mudar é preciso.

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