

O SINDEPOR esteve ontem nas galerias da Assembleia da República, para assistir à discussão sobre o “pacote patronal” proposto pelo Governo. Associámo-nos desta forma a um protesto organizado pela UGT Portugal, através da presença do nosso presidente, Carlos Ramalho, e da dirigente Maria da Luz.
Abandonámos as galerias do Parlamento durante a intervenção da ministra do Trabalho por estarmos certos de que a mesma não traria nenhuma surpresa positiva.
Já muito foi dito sobre o “pacote patronal”, mas referimos apenas duas apreciações significativas. Uma é a de que se trata do maior ataque aos direitos dos trabalhadores desde a troika e a outra é a de que este conjunto de alterações legais contém medidas draconianas.
Para quem tem filhos, alertamos para o seguinte, caso a legislação laboral que está a ser proposta venha a ser aprovada: se já começaram a trabalhar ou vão começar a trabalhar e ainda não têm um contrato efetivo, então podem continuar precários indefinidamente. Basta pensar nas consequências que isto tem para o planeamento de quem está a iniciar um projeto de vida.
Infelizmente, ontem, percebemos que o mais provável é este “pacote patronal” ser hoje aprovado na generalidade. Portanto, é imprescindível continuar a lutar contra ele, de todas as formas possíveis, e, inclusive, a UGT Portugal já admitiu uma nova greve geral. Porque mudar é preciso.