A quase totalidade dos enfermeiros do Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Nélio Mendonça, na Madeira, pediu escusa de responsabilidade por estarem preocupados com a qualidade e segurança do serviço que prestam a doentes que exigem cuidados cada vez mais complexos.
Acresce a esta complexidade o facto de, na última década, este serviço quase ter duplicado o número de camas, mas sem que o número de enfermeiros tivesse o correspondente aumento. O resultado atual é que o trabalho extraordinário se tornou norma, elevando o cansaço e desgaste físico e psicológico destes colegas para níveis insuportáveis.
O SINDEPOR não podia deixar de estar solidário com estes colegas, exigindo a normalização das condições de trabalho num serviço tão exigente como é o de Medicina Intensiva.
Fizemo-lo através do nosso coordenador na região, Evaristo Faria, em declarações à RTP Madeira, e vamos levar este e outros assuntos a uma reunião que efetuaremos, na próxima semana, com o conselho de administração do SESARAM.
O foco do SINDEPOR é e sempre será, os nossos colegas, bem como a manutenção da sua confiança. Não temos, nem nunca tivemos, uma postura de confronto. Pelo contrário, pautamo-nos pela procura de soluções construtivas e continuaremos firmes nesse caminho. Porque mudar é preciso.